sexta-feira, 26 de junho de 2009


"Alexander McQueen: Burning Down the House" (1996) por LaChapelle

Juntei a fome com a vontade de comer, porque gosto dos dois, Mcqueen e LaChapelle.
Agora pense num som para esta imagem.

Remexendo no baú da Etcetera...



... achei este texto que escrevi para o especial da revista de n°22.


"A Etcetera convidou algumas pessoas para escrever sobre o disco de sua preferência, qualquer um. Nada de lista dos melhores, o lance é pessoal mesmo. Texto ficcional, analítico, poético, filosófico, tudo isso junto ou nada disso, tanto faz".

Muita gente bacana escreveu, quem quiser ler ou reler alguns textos, é só "linkar" lá: http://www.revistaetcetera.com.br/22

Novena – Djavan (1994)

Quando Novena foi lançado em 1994, eu tinha 18 anos. Lembro-me que comprei este disco devido a uma canção que tocava no rádio chamada “Sem saber”. Sempre gostei do Djavan, ainda antes dos 18, quando ia visitar meus parentes na zona leste, ficava junto com minha prima cantarolando “Lilás” bem alto, irritando os passageiros do ônibus. Não entendia porque gostava. Acho que pra gostar não precisa saber o porquê. A gente, assim, simplesmente gosta. Tenho um número considerável de CD’s do Djavan, alguns com grandes sucessos, mais significativos para a crítica e outros nem tanto. É o caso de Novena, pouco comentado. Acredito que nem seja seu melhor trabalho.
Ouvir as canções de Novena me remete a infância, aquela dos pés descalços, do banho de chuva no verão, visitas das tias em casa e a mãe chamando para entrar porque já está tarde. Nelas encontramos coisas que nos são ditas quando somos crianças, como na música que abre o disco, intitulada “Limão” que diz “preparar o peixe cheiro de limão me encanta...” “... e o sangue é água, muita água, uma nascente.” Sempre ouvi coisas do tipo: chupar limão transforma o sangue em água, faz mal, assim como tomar manga com leite é perigoso, porque é veneno misturá-los. Coisas que nossas mães/tias/vizinhas nos diziam.
As letras repletas de imagens, falam além da infância, do amor, de crenças, velhice e morte. São fases da vida contadas nas músicas sofisticadamente bem produzidas e arranjadas. Foi neste disco também que comecei a prestar atenção nas “outras pessoas” que, além do Djavan, deixavam as canções “mais bonitas”: flautas de Marcelo Martins, o piano de Paulo Calazans e o belíssimo e reconhecível som do baixo de Arthur Maia, que a partir de então comecei a gostar e acompanhar o trabalho dele com outros artistas. Talvez por essas e outras este seja o clássico da minha eterna infância.

quinta-feira, 25 de junho de 2009


Courtney Love e Kurt Cobain por David LaChapelle

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Eita, David! Seu celular só dá caixa-postal!!



Para quem acha que na tv só tem porcaria, conheci David LaChapelle assistindo televisão. Estava jantando, sentada no sofá, quando começou um documentário sobre a vida e obra dele. Fiquei excitada, extasiada e paralisada. Queria conhecê-lo de qualquer jeito. Tive vontade de ligar para um monte de gente para ver se alguém tinha algum contato. Mas, infelizmente, eu e o mundo todo quer falar com LaChapelle.

Queria mostrar minhas novas letras, falar das minhas ideias e ver o que ele poderia fazer para a capa do primeiro disco da minha banda (quero que seja bolachão mesmo, com capa dupla e o escambau). Este será lançado na próxima encarnação. Até lá David, prefiro pensar que não consigo falar com você, porque só dá caixa-postal.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Um amigo chamado Douglas


Douglas (à direita) em solo alucinante em show da Subtotal no auditório do Sesc Vila Mariana

Subtotal é uma banda de Osasco boa pra cacete. Dráuzio: viloão/voz, Douglas: guitarra/voz, Giba: baixo e Marcelo: bateria. Os caras tocam desde os anos 80 não só em “Oz”, mas em todo esse mundão de meu Deus. Fazem um som que mistura desde o punk, passando pela vanguarda paulistana, rock dos anos 80 e o suingue de Luis Melodia.

Mas neste post, não vou “resenhar” sobre a música do Subtotal. Falarei de Douglas, uma figura ímpar desta banda que tenho prazer de ter como compadre?! Sim, meus caros, ele é padrinho do meu gato primogênito Zappa. Marici – esposa – madrinha, e Mateus – filho – o primo de segundo grau. Passar umas horas num boteco bebendo com Douglas é sinônimo de muita risada. Conheço a figura há mais de dez anos e, sempre que estamos juntos, conta uma daquelas hilariantes histórias que jamais terá graça se eu tentar reproduzir qualquer uma aqui. São muitas: a festa da centopéia louca, a menina da cadeira de rodas, final de semana na praia com Valmir, o elefante na Verbo Divino, “pitis” e a última que me contou no último sábado lá na Mercearia São Pedro, a borrachada que levou e deu no Jorginho no Largo de Osasco. Saldo desta história: os dois acabaram bebericando juntos num bar. Dá para escrever uma antologia. São verdadeiras tragicomédias. O legal é que tenho um grande prazer em ouvi-las porque parecem ficção e, no entanto não são. Às vezes me dá a impressão que ele tem uns 105 anos, pois é muita história.

Além de músico, webdesigner, pai , marido e padrinho do Zappa, é o responsável pelas belíssimas capas e de toda parte gráfica da revista Etcetera. Já musicou, gentilmente, uma letra minha, que foi elogiada por Carlos Rennó e aprendi a ouvir blues atentamente depois que o conheci. Generoso, me apresentou The Meters, minha atual paixão e uma porrada de outros “neguinhos”do blues que paulatinamente comentarei neste blog.

Hoje este post vai para você Douglas, que além de grande amigo e uma das pessoas mais legais que já conheci, é o meu 2 ° leitor, porque só duas pessoas lêem este blog.

PS: Vai ter show do Subtotal em Junho em Osasco. Entrem no link da banda aí ao lado.