quarta-feira, 26 de agosto de 2009

gato amarelo



Claudinha Viegas foi pessoalmente conferir o gato amarelo lá na França.



Uma Tarde com – O Gato Felino amarelo, gordo e sorridente, que se converteu em ícone político na França, chega a São Paulo.
Por Cíntia Bertolino
Veja a galeria com os lugares por onde M. Chat passou . Do alto de prédios, muros e chaminés, um gato flutua sobre Paris. Gordo, risonho e amarelo, espreita a metrópole, pronto para surpreender quem se atreve a olhar um pouco além do cenário consagrado pelos guias turísticos. Não é preciso ir muito longe ou desviar-se do trajeto para vê-lo: mais de uma centena de felinos, com asas ou sem asas, espalha-se dos bairros nobres às incendiárias periferias. Desde o mês passado, um deles também paira sobre São Paulo.
O bichano nasceu na cidade francesa de Orléans em 1997, quando o artista franco-suíço Thoma Vuille, o Monsieur Chat, deixou de fazer grafites para pintar com acrílico a rotunda figura pelas ruas. Rapidamente, o Gato se transformou num exemplo bem-acabado da chamada art coucou, que usa monumentos e outros cenários já existentes para roubar a atenção dos passantes, ao modo do cuco (coucou, em francês), ave que se apropria do ninho alheio.
Ainda na década de 1990, Vuille trocou Orléans pela capital do país, e o felino veio atrás. De uma hora para outra, lá estava ele a perturbar o cinza parisiense e a decretar o fim do reinado absoluto do sisudo Chat Noir, o gato preto dos postais, camisetas e outros suvenires. O que o novo personagem representava, ninguém sabia. Tampouco seu criador, que se nega a exibir o próprio rosto na mídia (prefere ocultá-lo sob a máscara do bichano). “As pessoas sempre precisam de explicações, mas o Gato é uma marca sem conteúdo. Podem lhe dar o significado que quiserem”, disse Vuille em rápida visita a São Paulo, a convite do consulado francês e da mostra I/Legítimo, encerrada em janeiro sob curadoria de Fernando Oliva e Priscila Arantes.
Na França, o personagem se converteu de ícone pop em ativista político, uma espécie de Chat Guevara. Virou estandarte em manifestações contrárias à Guerra do Iraque e à passagem do ultradireitista Jean-Marie Le Pen ao segundo turno das eleições presidenciais de 2002. Dois anos depois, o felino engajado inspirou o documentário The Case of the Grinning Cat (algo como O Caso do Gato Sorridente), do cineasta Chris Marker. A partir de então, ficou internacionalmente conhecido e conquistou outras cidades do mundo. Em São Paulo, aparece no alto de uma parede na rua Cardeal Arcoverde, esquina com a João Moura, no bairro de Pinheiros. É o primeiro e único do Brasil.
Numa noite quente de janeiro, enquanto terminava de pintá-lo, tinta ainda fresca, Vuille foi abordado por um grupo de policiais, com armas em punho. Demorou, mas conseguiu explicar o que fazia. “Os pintores de rua brasileiros são realmente corajosos…”, concluiu, após se recuperar do susto.
3 Março, 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Só para não perder o costume


Participem!



A primeira pessoa que me enviar, via Sedex, este livro de quadrinhos do Larte "Gatos, bigodes ao léu", ganhará camiseta, pôster, faixa para cabeça e, ainda, uma par de ingressos para o show de lançamento do novo cd da Dani Carlos. Na faixa 13 do Cd, tem uma participação minha no finalzinho da música gritando " Viva Pelé do pé preto viva Zagalo da cabeça brancaaaaaa". Gente, tá imperdível esta promoção. Portanto, corram!

Camisa suja de batom



Confesso que fiquei espantada com a reportagem exibida pela Rede Globo sobre o sumiço de Belchior. Achei que estivesse caído no ostracismo e, talvez, de quando em quando aparecesse nestes programas vespertinos cantando seus velhos sucessos.

Sempre gostei desta estranha figura de bigode com voz mais estranha ainda. Em 97, uma amiga que trabalhava comigo, me presenteou com um disco dele, acústico, intitulado "Um concerto bárbaro", excelente por sinal. Eu chegava do trabalho e ouvia quase uma tarde inteira. Minha irmã mais velha morava atrás da minha casa, ela era casada com um cara enroladíssimo, mas gente fina, nos dávamos muito bem. Descofiávamos que ele tinha amante(s), porque minha irmã sempre me mostrava alguns indícios desta desconfiança. Pedi um dia que fosse a minha casa e coloquei a canção para ele ouvir no último volume, disse que era uma das minhas favoritas e sempre me lembrava dele quando ouvia. Sentou no sofá, ouviu atentamente. Ficou puto comigo. Infelizmente ele morreu jovem. Lembro que o visitei em seu último dia de vida, fiquei feliz por saber que apesar dos conflitos familiares, gostava muito de mim. Sempre que ouço a música, a imagem da cara brava dele vem à tona. Ainda bem que foi esta que ficou registada na minha memória, e não a do hospital, que aos poucos vai sumindo, como a fumaça das panelas das comidas maravilhosas que ele fazia. Estes dias lembrei de você e senti saudades. Ainda bem que o Gabriel é a tua cara e também gosta de um fogão, então a gente mata a saudade.

Eis a letra.

Eu estou muito cansado do peso da minha cabeça
Desses dez anos passados (presentes)
Vividos entre o sonho e o som
Eu estou muito cansado de não poder
De não poder falar palavra
Sobre essas coisas sem jeito
Que eu trago em meu peito
E que eu acho tão bom
Quero uma balada nova falando de brotos, de coisas assim
De money, de banho de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental
Quero a sessão de cinema das cinco
Pra beijar a menina e levar a saudade
Na camisa toda suja de batom

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gatoterapia



Tem dias que não dá vontade nem de levantar da cama. Mas meus gatos me ajudam. Sempre. Então ligo o som e coloco a canção Tarja Preta do Wado. Enquanto sambo pela sala, os olhares gatis me espreitam. Começa mais um dia. Humpf!

Sandro, Sub e Etcetera. Ótimas opções.