
Adorava assistir o programa do Chacrinha todos os sábados. Pensava seriamente, quando crescesse, me tornar uma chacrete. Sabia todas as coreografias, sei até hoje. Se algum parente mais próximo resolver ficar puto comigo, pode muito bem postar um dos videozinhos caseiros feitos em festas de família, onde pago uma de Rita Cadilac. Mas é só a coreografia mesmo, porque infelizmente não tenho aquela buzanfa toda.
Mas toda essa digressão é para falar de um sonho esquisito que tive alguns dias atrás com o velho guerreiro que, com certeza, nem Freud, nem o Dr. Celso explica ou explicaria. Sonhei que estava tendo aulas de matemática com este homem que jogava bacalhau para a plateia e que era chamado carinhosamente por Elke Maravilha de "Meu painho".
Explicava equação de 1º grau e, a cada pergunta que me fazia, se eu errasse, dava uma buzinada ensurdecedora na minha cara. Então dizia " Minha cara Adriana, quem não arrisca, não petisca" De repente, tocava aquela vinheta de abertura do programa "Aberlado Barbosa está com tudo e não está prosa" . Os colegas levantavam de suas respectivas cadeiras e cantavam em uníssono este hit e, ao mesmo tempo, dançavam ao meu redor, inclusive o Russo, este era o que mais se divertia com a minha desgraça. Desesperada, tapava meus ouvidos com os meus cadernos Tilibra. Todos, claro, riam, mas riam muito. Não chorava não, só ficava desesperada. Principalmente quando o velho guerreiro terminava uma resolução, aplicava uma prova na mesma hora. Eu olhava para a folha de questões e dava um interminável grito: nãããããoooooo. E foi assim que acordei, tentando gritar, mas a voz não saía. Foi uma das noites mais longas da minha vida.
Tive outro sonho, tão esquisito quanto, onde eu jogava futebol de areia com Caetano na praia de Perequê. Tava nublado. Ah! Esse eu conto outra hora.