quinta-feira, 28 de maio de 2009

Meu passado me condena


Sou da geração que escrevia na agenda diariamente, aquelas dos anos 90. Estudava num colégio público no Parque Continental muito bom, com uma galerinha bacana. Tinha um monte de gente que tocava em banda, lembro do DeFalla, Mamilos Vicius, Mickey Junkies, ?Freud Explica?. Recentemente, arrumando o escritório de casa, achei minha vida de 92 e 93 inteirinha: recorte de revistas Capricho e Bizz, cartinhas, bilhetes de amigos, embalagens de Milk Bar e Bubbaloo sabor banana, maior lançamento da época. Tudo religiosamente colado, na página de cada dia que ocorreram os fatos com direito a clipes de plástico e metal “fofamentes coloridos”. Mas voltando a falar de música, que é a tônica deste blog, no dia 17 de Janeiro de 1992, fui ao meu primeiro show de rock, no estádio Pacaembu, assistir o Hollywood Rock . Neste dia as atrações eram as seguintes: abertura com Barão Vermelho depois Extreme – aquele do refrão de rodinha de violão ao redor da fogueira na casa do amigo “More than words”- e o grande desfecho com Skid Row. Tenho uma sulfite inteira A4- frente e verso escrita a mão sobre este dia. Relendo isso hoje o interessante é que tem mais cara de matéria para um jornal de colégio do que de página de agenda. Pelo texto, percebi que o melhor show do dia foi mesmo do Barão, apesar da bela androgenia de Sebastian Bach e do Nuno Bittencourt pagando uma de gatinho e tocando guitarra com os dentes, humpf!! Não fiquei tão impressionada, ainda prefiro o Hendrix. Mas como toda adolescente, não podia sair do show sem uma lembrancinha para minha famigerada agenda: a foto dos bonitos postada aí. Caso você queira deixar seu cabelo comprido, escolha um desses modelos. Participe enviando seu comentário sobre algo que condene seu passado musical.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Siga as instruções


Coloque-o para tocar no último volume e não abra os olhos até a décima primeira música.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hot Dog Funk Soul

Noite geladinha de outono, estava com vontade de comer um hot-dog, resolvi prepará-lo. Tenho como costume, colocar uma trilha sonora ao preparar o rango. Fucei meu armarinho sem saber o que ouvir, quando me deparei com Maria Fumaça da Banda Black Rio. Disco de 77, o primeiro do grupo, traz na pegada funk e soul da banda carioca, interessantes versões das músicas de Luiz Gonzaga, Edu Lobo e Ary Barroso.
Formada da década de 70 pelo saxofonista Oberdan Magalhães, ex-aluno de Paulo Moura, trouxe para cena musical brasileira não somente um som dançante, mas uma mistura de samba, soul e jazz que é o grande hiato do disco.
Coloquei o som para rolar no rádio da cozinha e de repente me vejo amassando o purê e fazendo os passinhos comuns dos bailinhos da década de 80. Comprei esse disco por acaso, mas fiquei com vontade de ouvir outros. Não sei como está o trabalho recente deles, só sei que foram três discos com Oberdan até 80, depois ficaram parados durante quinze anos após a morte por acidente de carro do mesmo em 84. A banda continua na ativa com o filho de Oberdan ,William Magalhães. Aos ouvidos desavisados, vale a pena ouvir este clássico e até o próximo rango.